
Ricardo Sá Pinto, treinador do Sporting, analisa a vitória sobre o At. Bilbao (2-1), na primeira mão das meias-finais da Liga Europa:
«Criámos cinco ou seis oportunidades de golo, mas criámos. Estivemos muito perto de um resultado melhor e maior. São pormenores do futebol. O importante é salientar mais um grande jogo que a nossa equipa fez. Durante todo o jogo fomos superiores. Fomos muito penalizados com o jogo sofrido, que foi uma tremenda injustiça. O adversário tem duas situações de bola parada, e pouco mais. Gostávamos de ter saído com um resultado mais positivo, que nos desse maior segurança, mas a nossa forma de estar é nunca nos acomodarmos a nenhum resultado, ou mudar a nossa forma de estar. O jogo de San Mamés seria sempre encarado da mesma forma. Ganhámos com toda a justiça, mas vamos para ganhar o jogo. É essa a nossa vontade. Nunca vamos para empatar.»
[ficou provado que o Athletic é uma equipa ao alcance do Sporting?] «Não há equipas fáceis. O Athletic tem uma equipa de grande qualidade. É uma equipa forte, que merece respeito. Tem muitas soluções para uma ideia de jogo. São uma equipa que tanto joga em posse, em circulação, como também fazem longas diagonais ou verticais, para o Llorente ou para as costas dos laterais. São muito versáteis a descobrir espaços. É uma equipa perigosa. Nada está garantido. Prevemos um jogo muito difícil, em San Mamés. É um ambiente difícil, que eu conheço. Está tudo em aberto.»
[sobre a receita para a reviravolta e a ausência de Izmailov na 2ª mão] «Não há segredos. Há uma forma de estar, uma postura, uma forma de abordar os jogos. Muitas vezes o jogo é adverso. Hoje foi, num detalhe. Pode ter existido alguma desconcentração. Até aí a equipa esteve como tinha de estar. Bem posicionada à zona, a atacar bem o espaço. Foi uma infelicidade do Insúa. A nossa equipa só para quando o árbitro apita. Sofremos um golo contra a corrente do jogo. Estamos preparados psicologicamente para nunca perder o discernimento, acreditar até final. Soubemos dar a volta à situação. Tivemos uma penalização injusta, que foi o golo, e que causa algum desconforto, tendo em conta aquilo que produzimos em termos ofensivos, e aquilo que fomos como equipa. Vamos com o mesmo pensamento, independentemente de quem jogar. Todos estão preparados. Sabem o que fazer, quando são chamados. É uma situação em que me sinto confortável. Pois tenho um plantel de 27 jogadores com qualidade Sporting.»
[ficou por assinalar um penalty a favor do Sporting?] «Não vou comentar essa situação. Primeiro gosto de analisar. Não gosto de comentar o trabalho do árbitro. Não é a minha forma de estar, a minha postura. Se fossemos por aí, íamos procurar muita coisa para fazer confusão. O Angel Villar foi jogador do At. Bilbao, é presidente da Federação Espanhola e tem uma posição muito forte na UEFA, mas não vejo fantasmas. Tenho o maior respeito pelos árbitros. Se houve algum erro, não foi propositado. Todos temos dias bons e menos bons. Continuo a acreditar na seriedade de tudo e de todos.»