
A Figura: Fábio Coentrão
Intensidade máxima do início ao fim. Iniciativa brilhante, logo nos primeiros minutos, a conduzir a bola com obsessão por entre uma floresta de pernas. Saiu vencedor do duelo com Muller. Provavelmente o mais regular na equipa lusitana.
A Desilusão: Nani
Uma sombra do extremo avassalador, confiante e desiquilibrador que todos conhecemos. Limitadíssimo por uma lesão no pé, jamais foi capaz de aparecer bem no jogo. Na única vez em que ultrapassou Lahm, Badstuber derrubou-o e deixou-o ainda mais maltratado. Uma pena, de facto.
Rui Patrício
Atento ao mais ínfimo dos detalhes, seguro a agarrar toda e qualquer bola ao seu alcance. Como cresceu este guarda-redes! Nada a apontar-lhe de negativo.
João Pereira
Duas boas subidas pelo corredor comprometidas por dois cruzamentos anuláveis pelos panzers da defesa alemã. Muitos problemas para entender a movimentação de Podolski.
Pepe
Surpreendido por um ressalto, perdeu Gomez de vista e a Alemanha marcou. Um erro, o único erro ao longo do jogo. Até aí estivera concentrado, sereno, irrepreensível. E aquele remate à barra, mesmo em cima do intervalo¿
Bruno Alves
Apenas um reparo: entrada desnecessariamente dura sobre Thomas Muller, quase no começo. No tempo restante esteve intransponível. Ao nível de Pepe, mas em um erro grave.
Miguel Veloso
Confiante com a bola nos pés, sempre a tentar jogar bem e em passe curto. Sem bola, e numa posição tão específica, tem de mostrar mais ardor no combate. Aparição razoável.
João Moutinho
Taticamente perfeito, a opor-se com inteligência a adversários mais altos e fortes. Aguardava-se, porém, que tivesse influenciado mais o jogo, essencialmente o processo ofensivo do mesmo. Como fez, brilhantemente, ao isolar Cristiano Ronaldo aos 67 minutos.
Raul Meireles
Um patamar qualitativo abaixo de Moutinho. Muito resguardado na proteção de Miguel Veloso e longe dos terrenos do trio da frente. Não respira saúde física nesta altura.
Hélder Postiga
As virtudes e os defeitos do costume. É capaz de segurar bem a bola, de combinar com os colegas, mas tem dificuldades em criar espaço e aplicar o bom remate que tem. Útil, embora inofensivo. Bem substituído.
Cristiano Ronaldo
Aos 17 minutos teve espaço, fugiu na esquerda e cruzou com muito perigo. Foi o primeiro lance interessante de Portugal no jogo. A seleção precisava de mais Ronaldo, Ronaldo precisava de mais bola. Esteve demasiado escondido na esquerda, estranhamente longe das incidências principais. Assistido por Moutinho, aos 67, isolou-se mas ainda permitiu o corte de Boateng. Fez o primeiro remate com perigo a dez minutos do final e Neuer defendeu para canto.
Nélson Oliveira
Aposta para o último terço da partida. Quase resultava: a três minutos do fim, um toque de calcanhar colocou Varela em posição de golo. Neuer não deixou.
Silvestre Varela
Agradável surpresa. Entrou muito bem, a rasgar o corredor direito e a preocupar Lahm. Teve o golo do empate à sua mercê, tremeu e atirou para defesa do guarda-redes alemão.
«Chegou o momento do investimento. Esta nova fase começa agora», garantiu o ministro das Finanças