Segundo Lauber, os bancos suíços reportaram "atividade suspeita nas contas" da organização mundial de futebol.

"Até agora, a nossa equipa de investigação conseguiu provas em relação a 104 contas bancárias. Estamos cientes de que cada relação bancária representa várias contas", explicou Lauber em conferência de imprensa em Berna.

O procurador afirmou que se trata de um caso "grande e complexo" e que o seu departamento está a analisar uma “enorme quantidade” de dados apreendidos durante o inquérito sobre corrupção na organização mundial de futebol.

"A nossa investigação é de grande complexidade e muito substancial. Para vos dar um exemplo, a Procuradoria-Geral tem cerca de nove terabytes de dados para analisar", afirmou Lauber.

O procurador-geral revelou ainda que as inquirições do presidente da FIFA, Joseph Blatter, e do secretário-geral Jerome Valcke não foram "descartadas".

Esta foi a primeira vez que Michael Lauber falou sobre o caso desde que a Procuradoria teve acesso aos dados e documentos guardados nos sistemas da FIFA, em maio, como parte dos procedimentos criminais relativos aos Mundiais de 2018 (Rússia) e de 2022 (Qatar).