Durante anos, Eusébio acompanhou a Seleção Nacional para todo o lado. De toalha branca no pescoço, no banco, vibrava e sofria com as vitórias e as derrotas. Morreu sem ver a Seleção ganhar um título mundial, mas os rapazes não o esqueceram, por um segundo.

A TVI apurou que a imagem e o espírito de Eusébio estiveram sempre presentes no pensamento de todos, ao longo de toda a jornada em França. Nas vésperas do grande jogo, Pepe chegou a falar dele.

No dia da vitória, não se sabe muito bem como, alguém na equipa se lembrou de imprimir uma fotografia do Pantera Negra e coloca-la ao lado da Taça. “O trabalho foi depois arranjar a fotografia e imprimi-la. Mas imprimimos lá no centro de estágio, logo de manhã”, relata à TVI uma fonte que testemunhou o processo.

A partir daqui, Eusébio, que nunca tinha deixado de estar no pensamento do grupo, também não deixou mais de estar presente junto ao maior troféu alguma vez alcançado pela Seleção Nacional. Ele lá estava, Eusébio da Silva Ferreira, junto à Taça, na dianteira do autocarro que levou a Seleção ao aeroporto, antes da viagem para Portugal.

Imagem de Eusébio no vidro dianteiro do autocarro que levou a Seleção ao Aeroporto de Orly, em França

Antes de o avião descolar, no Aeroporto de Orly, os 23 heróis nacionais tiraram uma fotografia de grupo. Eles, a Taça e Eusébio.

Ele, que tinha acompanhado o grupo ao longo de toda a jornada, já não estava só espírito. A fotografia materializou essa presença.

Já em território português, avião pousado na pista do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, o comandante da aeronave que transportou a Seleção abriu a porta e colou a fotografia na lateral do aparelho. E Eusébio recebeu o banho de honra, com as cores da bandeira nacional.

Fotografia de Eusébio já colada na lateral do avião que transportou a Seleção de França para Lisboa

Ele estava ali na imagem e em espírito, como estava depois nas ruas de Lisboa, por onde passou o autocarro dos Campeões.

Mas onde quer que esteja agora, Eusébio ainda deve estar aos pulos, de toalha branca aos ombros, a vibrar com a conquista.

 

Eusébio da Silva Ferreira