O Tribunal da Relação do Porto considerou, esta quarta-feira, que "não é legítima" a divulgação dos emails pelo FC Porto, dando assim razão ao SL Benfica no recurso do procedimento cautelar que visava proibir o clube das Antas de continuar a divulgar emails dos seus dirigentes.

A decisão, tomada hoje por um juiz singular, revoga assim a deliberação da primeira instância que não aceitou a providência cautelar do Benfica, por entender que a divulgação - de emails de diversos dirigentes benfiquistas, entre os quais o presidente Luís Filipe Vieira e o assessor jurídico Paulo Gonçalves - era legítima.

Ao que a TVI apurou, a decisão judicial foi tomada por unanimidade, e dá seguimento à providência cautelar apresentada pelo Benfica com o intuito de parar as revelações no Porto Canal. 

A decisão surge 10 meses depois do primeiro episódio de divulgação de correspondência no Porto Canal. 

A 18 de dezembro último, o Benfica tinha anunciado novas ações judiciais na sequência da publicação de emails "através das redes sociais de dados pessoais e institucionais", divulgando "desde endereços eletrónicos e respetivas palavras-passe, até ao conteúdo de mensagens de correio eletrónico trocadas entre funcionários". 

Em janeiro, o Ministério Público decidiu juntar os processos dos vouchers e dos emails do Benfica.