
O Benfica-Gil Vicente AO MINUTO
A Figura: Javier Saviola
A teimosia de Jorge Jesus desfeita num golo de raiva. Lançado numa reação já de desespero, o avançado argentino mostrou merecer ser mais do que um figurante no plantel encarnado. Possui a rara capacidade de definir com qualidade num milésimo de segundo. Votado ao ostracismo ao longo da temporada, terá readquirido o direito de se sentir útil. Decisivo. Ponto final.
A Desilusão: Nélson Oliveira
Trapalhão, precipitado, bem substituído ao intervalo. Este não é o mesmo avançado que encantou meio mundo no verão passado e já esta época confirmou os possuir atributos riquíssimos. Longe do jogo, das zonas de perigo e das noites de inspiração. Paulo Bento não terá gostado nada do que viu. Tal como Jorge Jesus, naturalmente.
Axel Witsel
Atuação convincente do princípio ao fim. Fortíssimo no controlo de bola e na descoberta das linhas de passe. Pontapé fabuloso aos 42 minutos e influência direta no golo decisivo de Javier Saviola. É ele quem obriga Adriano a uma defesa incompleta, antes da bola cair na zona de «El Conejo». Curiosamente, subiu de qualidade com a colocação de Pablo Aimar mais ao lado de Rodrigo. Bom jogo.
Rodrigo
Reencontro com o golo numa exibição oscilante. Ótimo a receber a bola de costas e a procurar espaço para rematar num par de situações, menos bem na altura de assumir a responsabilidade na área contrária. A exceção foi, lá está, o golo pleno de oportunismo. O cruzamento de Bruno César é, de facto, bom e Rodrigo fez tudo o que lhe competia. Movimentou-se bem e encostou para a baliza com a certeza dos obstinados.
Bruno César
Atento no roubo de bola a Rodrigo e inteligente na assistência primorosa para o primeiro golo da final. Descaído sobre a direita, direcionou quase sempre as suas ações para zonas mais interiores, evitando o duelo com Júnior Caiçara. Aplicado, honesto, não atingiu um nível brilhante, embora tenha sido dos mais constantes na sua equipa.
Maxi Pereira
Raça louvável e empenho enternecedor, a disfarçarem lacunas no aspeto técnico. Tentou levar a equipa para a frente na fase inicial, a pior do Benfica. Esteve perto do golo aos 13 minutos, quando viu Adriano sair da baliza e bloquear-lhe os intentos. Teve mais problemas defensivos com a passagem de Hugo Vieira para o seu lado e, mesmo no fim, permitiu que o gilista lhe fugisse e cruzasse com perigo.