O governador do Banco de Inglaterra, Mervyn King, admitiu esta quinta-feira ser «impossível dizer» quanto capital será necessário para amparar o sistema financeiro britânico, acrescentando que muito dependerá da evolução da situação internacional.

Numa audiência da Comisão do Tesouro da Câmara dos Comuns, King reconheceu que pode levar «muitos meses» para estabelecer o alcance dos activos tóxicos em poder dos bancos. A situação pode mudar, mas dependerá das perspectivas económicas mundiais.

Os maiores prejuízos da história do Reino Unido

«Isto não é uma coisa fácil de se fazer ou que se possa fazer rapidamente. Requererá uma análise mais extensa e detalhada. Certamente levará, na minha opinião, muitos meses».

O governador do banco central inglês voltou a insistir na tese de que o estado da economia global terá um enorme impacto na situação das instituições financeiras do Reino Unido. «Quanto capital precisarão finalmente os bancos, é impossível dizê-lo».

King falava perante o comité parlamentar poucas horas depois do Royal Bank of Scotland (RBS), um dos bancos mais castigados pela crise financeira global, ter anunciado as maiores perdas da história empresarial britânica.

O RBS anunciou esta quinta-feira perdas de 24.137 milhões de libras (27.274 milhões de euros). Esta instituição bancária, que em 2007 adquiriu o banco holandês ABN Amro, teve de ser salvo o ano passado pelo governo britânico, que detém actualmente uma participação de 70 por cento.