Depois de o Conselho de Finanças Públicas ter divulgado ontem as suas projeções mais otimistas para o crescimento da economia (2,7% este ano), o Instituto Superior de Economia e Gestão também reviu hoje em alta as suas previsões.

Como tem sido habitual, todos os meses a TVI24 mede o pulso à economia com a ajuda dos economistas do ISEG. Se no último relatório antecipavam um crescimento entre 2,4% e 2,8% para o conjunto do ano, agora estimam que esteja entre 2,6% e 3%.

Essas duas entidades estão mais otimistas do que o próprio Governo que, no Programa de Estabilidade 2017-2021, tem inscrita uma previsão de 1,8% para a criação de riqueza no país. Apesar disso, no verão, o ministro das Finanças já admitia que no conjunto do ano o PIB venha a aumentar pelo menos 2%.

Em que é que os economistas do ISEG sustentam as suas previsões? Embora ainda só tenha dados completos de julho, o indicador de tendência “subiu ligeiramente, sobretudo impulsionado pelo bom desempenho da produção industrial”.

Faltam ainda dados completos de agosto e setembro e o próprio ISEG sublinha que serão importantes “para ser mais conclusivo” relativamente ao desempenho económico no 3º trimestre. Mas, ao mesmo tempo, diz que “não há evidência de aceleração do crescimento, mas também não há evidência de desaceleração”.

À boleia dos bons ventos do primeiro semestre, meses em que o consumo privado aumentou, em que houve uma “forte aceleração do investimento” (8,6%) e um “forte crescimento das exportações de serviços turísticos”, o Instituto Superior de Economia e Gestão antecipa então melhores resultados do que o próprio Governo.