A economia portuguesa está a “mantem-se num patamar que corresponde a um nível de crescimento homólogo elevado”, refere o indicador de tendência da atividade global (IZ), uma média ponderada da informação contida nos indicadores analisados nos pontos anteriores, elaborado pelo ISEG, no âmbito da síntese de conjuntura económica, e a que a TVI teve acesso.

Para a evolução mais recente contribuíram, com ligeiras desacelerações no crescimento homólogo, o volume de negócios no comércio a retalho e nos serviços, e o consumo do cimento, e com uma aceleração mais pronunciada o índice de produção industrial. “Esta ligada ao crescimento homólogo da produção automóvel.”

Mas, no presente, verifica-se alguma estabilidade neste indicador de tendência global e, possivelmente do nível de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), pelo menos desde abril.

Nos serviços, relativamente ao sector turístico, o indicador de proveitos totais da hotelaria (nominal; atividade Turística, INE) registou uma variação homóloga de 13,1% em julho e 12,3% em agosto (16,1% desde o início do ano).

Em agosto, o, Índice de Volume de Negócios no Comércio a Retalho registou uma variação homóloga de 2,8%. Acumulado de janeiro a agosto o índice cresceu 3,9% (2,7% no ano anterior). Ao contrário do verificado em 2016, em 2017 o agrupamento dos produtos não alimentares está a crescer bastante mais do que o agrupamento dos produtos alimentares.

As vendas de automóveis ligeiros de passageiros cresceram 6,4% em setembro e 10,1% no 3º trimestre (depois de 11,8% no 2º trimestre e de 2,5% no 1º trimestre).

Face a este cenário, o ISEG admite que em termos dos grandes agregados da procura, o terceiro trimestre “se tenha caracterizado por um crescimento homólogo com ligeira desaceleração da Procura Interna (tanto no Consumo Privado quanto na Formação Bruta de Capital Fixo) o qual pode ter sido compensada por um contributo mais positivo da Procura Externa Líquida, uma vez que o forte crescimento da produção automóvel se dirige sobretudo à procura externa”.

No geral, apesar de incompleta, a informação relativa ao 3º trimestre torna bastante provável que o crescimento homólogo do PIB no 3º trimestre se tenha mantido próximo do verificado no 2º trimestre, estimando-se que este crescimento tenha atingido os 2,9%.

Este valor torna mais provável que o crescimento para a totalidade do ano de 2017, anteriormente previsto entre 2,6% e 3%, se venha a situar na banda superior do intervalo.

A revisão formal do intervalo para o crescimento anual será publicada na próxima síntese de conjuntura após ser conhecida a estimativa rápida do Instituto Nacional de Estatística para o crescimento do PIB no 3º trimestre, refere ainda o documento.