Os delegados à IX Convenção do Bloco de Esquerda aprovaram este sábado a eleição proporcional da Comissão Política e a instituição de referendos internos sobre «questões relevantes» para a intervenção política.

A votação das propostas de alteração aos Estatutos do BE foi retomada pelas 16:00 e demorou cerca de uma hora e um quarto, sendo interrompida por algumas vezes devido a discordâncias sobre a metodologia.

Entre as principais mudanças, destacam-se a aprovação, por maioria dos delegados presentes, da eleição da Comissão Política pela Mesa Nacional seguindo o «princípio da paridade 50/50 e tendo em conta a proporcionalidade dos resultados eleitorais das diferentes moções apresentadas à Convenção Nacional».

Esta proposta foi apresentada pela Mesa Nacional, que já a tinha aprovado por maioria na anterior reunião, apesar da discordância da coordenação do BE, disse à Lusa fonte bloquista.

Qualquer moção política submetida à Mesa Nacional com a «subscrição de 100 aderentes é obrigatoriamente debatida e votada», prevê ainda a proposta aprovada por maioria.

A IX Convenção aprovou uma proposta apresentada pela moção do líder parlamentar do BE, Pedro Filipe Soares, Mariana Aiveca e Joana Mortágua, que prevê a iniciativa de referendo interno, vinculativo.

Esta proposta venceu por seis votos a que tinha sido apresentada pela Mesa Nacional cessante sobre a mesma matéria, que previa também a instituição de referendos internos mas restringia os temas passíveis de consulta.

A proposta da Mesa Nacional cessante, que obteve 272 votos, previa consultas internas apenas sobre quatro temas: apoio a candidatura presidencial, acordos ou coligações eleitorais, orientação de voto sobre matérias constitucionais ou de tratados internacionais.

A proposta vencedora, com 277 votos, prevê que os referendos internos realizam-se «sobre questões relevantes para a intervenção política do Bloco de Esquerda».