A Comissão Europeia (CE) duvida da consistência do crescimento económico no segundo trimestre e da durabilidade do aumento do emprego, mantendo no entanto as previsões do Governo e da troika de que a economia crescerá 0,8% no próximo ano.

Nas previsões de outono publicadas esta terça-feira pela Comissão Europeia, é mantido o cenário macroeconómico acordado entre o Governo português e a troika na realização das últimas avaliações, que tiveram a sua conclusão anunciada há cerca de um mês e meio, escreve a Lusa.

Assim, espera-se em Bruxelas que a economia portuguesa feche este ano com uma recessão na ordem dos 1,8% do PIB, mas que regresse ao crescimento já no próximo ano com um crescimento do PIB de 0,8%, seguida de novo crescimento em 2015 na ordem dos 1,5% do PIB.

A CE faz referência a Portugal como um país que já saiu da recessão técnica no segundo trimestre do ano, e diz que os mais recentes indicadores suportam a ideia de que a atividade económica vai dar a volta e começar a crescer de forma mais consistente no final deste ano, no entanto adverte que o crescimento melhor que o esperado do PIB registado no segundo trimestre terá sido causado por fatores não repetíveis.

A Comissão Europeia duvida também da consistência dos melhoramentos no mercado de trabalho.

Segundo as previsões de Bruxelas, o mercado de trabalho estabilizou em linha com as melhorias observadas na atividade económica, mas para a queda estimada da taxa de desemprego os setores que mais contribuíram foram o turismo e a agricultura.

Por essa razão, diz Bruxelas, esta melhoria ao nível do mercado de trabalho «levanta questões de durabilidade».

Nas previsões, Bruxelas mantém que espera que a taxa de desemprego atinja os 17,4% este ano, que suba para o seu máximo histórico de 17,7% no próximo ano, mas desça em 2015 para os 17,3%.