Revoltados com o rumo que está a ser dado ao jornal, que acabou de despedir 48 trabalhadores, jornalistas do «Público» estão a organizar uma exposição para mostrar que a identidade da publicação pode estar comprometida.

Em protesto contra o despedimento coletivo e «para lembrar que sem pessoas não é possível fazer jornalismo de qualidade», a mostra «Aberto ao PÚBLICO» contemplará trabalhos de referência e até artigos não publicados. Realiza-se a 1 de Novembro, quinta-feira, na Casa da Imprensa, em Lisboa.

Entre outros artigos, estará exposta a máquina fotográfica que o fotojornalista Miguel Madeira levou para o Kosovo para fazer cobertura da guerra, o primeiro troféu ganho pelo Público.pt como melhor site de informação, os números que nunca chegaram a ser publicados, o primeiro portátil utilizado pela redação na década de 90, cartas com denúncias anónimas, arquivos históricos ou fotografias com figuras marcantes da História mundial que foram entrevistados pelos jornalistas do PÚBLICO.

Também será possível comprar alguns objetos, como ilustrações, maquetes, autógrafos de personalidades internacionais, entre outros, para além de livros escritos por jornalistas e ex-jornalistas do PÚBLICO. As receitas revertem para um fundo dos trabalhadores do PÚBLICO que será entregue à Comissão de Trabalhadores

Os organizadores da mostra consideram que «é preciso preservar os fundamentos que estiveram na origem do PÚBLICO e aproximá-lo dos leitores e da sociedade».