O filme “Jia/The family”, de Shumin Liu venceu o Grande Prémio de Longa-Metragem do 13.º Festival de Cinema Independente IndieLisboa, que termina hoje, tendo “Nueva vida”, de Kiro Russo, arrecadado o Grande Prémio de Curta-Metragem, foi anunciado este domingo.

             

 

O júri da Competição Internacional de Longas-Metragens, constituído por Anna Hoffmann, Jorge Cramez e Silvio Grasselli, além de “Jia/The family”, uma coprodução sino-australiana, distinguiu também, com o Prémio Especial do Júri Canais TV & Séries, “Kate plays Christine”, de Robert Greene.

O júri da Competição Internacional de Curtas-Metragens que foi formado por Francisco Frazão, Céline Devaux e Enrico Vannucci, além de entregar o Grande Prémio ao filme de Kiro Russo, uma produção argentino-boliviana, entregou Menções Honrosas à animação “Velodrool”, de Sander Joon, em documentário a “La impresión de una guerra”, de Camilo Restrepo e em ficção a “Another city”, Lan Pham Ngol.

Na Competição Nacional, o júri foi constituído por Johanna Caraire, Julien Rejl e Pierre da Silva, tendo atribuído o Prémio Melhor Longa-Metragem Portuguesa a “Treblinka”, de Sérgio Tréfaut e o de Melhor Curta-Metragem Portuguesa a “The hunchback”, de Gabriel Abrantes e Ben Rivers.

O Prémio Novo Talento foi atribuído à curta “Campo de víboras”, de Cristèle Alves Meira, e nesta categoria, uma Menção Honrosa a “Viktoria”, de Mónica Lima.

O Prémio para Melhor Filme na secção Novíssimos distinguiu “Maxamba”, de Suzanne Barnard e Sofia Borges.

A curta “Balada de um batráquio”, da portuguesa Leonor Teles, que recebeu este ano o Urso de Ouro de Berlim, recebeu uma Menção Honrosa no Prémio Amnistia Internacional, que foi para “Flotel Europa”, de Vladimir Tomic, uma produção servo-dinamarquesa.

O IndineLisboa iniciou-se no passado dia 20 de abril, e contou com uma retrospetiva dedicada ao holandês Paul Verhoeven, tendo durante os 11 dias que durou o Festival, estreado muita produção inédita portuguesa.

No ecrã do IndieLisboa foram exibidos 289 filmes, que fazem "um retrato do ano cinematográfico independente", como referiu a direção do Festival, com particular ênfase na produção portuguesa, com cerca de 40 filmes.