A segunda temporada da série "Narcos" já estreou no pequeno ecrã e o filho do narcotraficante saiu em defesa do pai. Numa publicação no Facebook, Sebastian Marroquin identifica 28 erros na narrativa que conta a vida de Escobar.

Pablo Escobar foi um dos narcotraficantes mais influentes e ricos da América do Sul. A Colômbia foi o país que o viu nascer, mas também onde criou um império assente na economia paralela do tráfico de cocaína e heroína para os Estados Unidos.

Escobar foi morto, em 1993, numa operação das autoridades colombianas em articulação com as suas congéneres norte-americanas. Nessa altura, o filho mais velho, Juan Pablo Escobar, adotou o nome que ainda usa hoje, Sebatian Marroquin.

Entre os vários aspetos errados da segunda temporada da série "Narcos", que retrata a vida e captura de Escobar, Sebastian Marroquin enumera 28 em defesa não só do pai, mas também de outros familiares que surgem retratados na série.

Carlos Henao Q.E.P.D era meu tio materno e não era narcotraficante como o pintam na serie. Era um grande homem, trabalhador, honesto, nobre e bom pai de família. Muito amigo da minha mãe”, escreveu o filho de Escobar numa publicação no seu perfil do Facebook onde enumera 28 mentiras contadas na série.

No final da primeira temporada, Escobar foge da prisão depois de duas pessoas terem sido mortas no interior da cadeia. Pablo estava detido numa casa-prisão construída por si e na série é dito que o narcotraficante fugiu depois de construir um túnel. O filho vem agora desmentir esta versão.

A fuga estava desenhada desde a construção da cadeia: o meu pai ordenou que deixassem alguns tijolos soltos. O meu pai fugiu quando o governo o notificou que o acordo tinha sido violado e o iam transferir para outra prisão”.

Sebastian Marroquin também sai em defesa da mãe. Segundo o homem, a mulher nunca comprou uma arma nem sabia como a usar, ao contrário do que surge em "Narcos". “Tudo isso é uma mentira. Ela nunca sequer disparou”.

Outros dos aspetos fulcrais relacionados com a vida de Escobar e da família dizem respeito aos últimos dias do narcotraficante.

Nos últimos dias, o meu pai estava sozinho. Não estava rodeado de bandidos como mostram, pois os principais, com a exceção de el Angelito e el Chopo, tinham-se entregado ou sido mortos”.

Na série, assim como noutros relatos conhecidos sobre Pablo Escobar, é dito que a família viveu em grandes mansões e em parte incerta, para despistar a polícia. Marroquin também desmente.

Não havia tais comodidades depois dele fugir da Catedral. Vivíamos em favelas, não em mansões”.

O filho de Pablo Escobar diz ainda que ele e a mãe nunca foram obrigados a viver na clandestinidade. “Ele sempre pensou em nós e quis que tivesse educação e as melhores oportunidades”.

No final da longa lista de falhas no guião da segunda temporada de "Narcos", Sebastian Marroquin remete a história tal qual aconteceu para o seu livro “Pablo Escobar, o meu pai”.