Jimmy Kimmel abriu a cerimónia dos Óscares, este domingo, no Dolby Theater, com um monólogo de cerca de dez minutos em que brincou com as principais polémicas do ano, nomeadamente o escândalo que envolveu o produtor Harvey Weinstein, acusado de assédio sexual por diversas atrizes.

O Óscar é o homem mais amado e respeitado em Hollywood. E há uma grande razão para isso. Olhem para ele. Ele coloca as mãos onde vocês as conseguem ver. Nunca diz uma palavra rude. E , mais importante do que isso, não tem um pénis", brincou.

O anfitrião falou diretamente sobre a expulsão de Weinstein da Academia para dizer: “Harvey mereceu-o!”.

Kimmel falou depois dos movimentos contra o assédio sexual e a favor da igualdade de género, que surgiram na sequência do escândalo - os movimentos #MeToo e Time’s Up - para dizer que “as coisas estão a mudar para melhor” e que “esta é uma noite para a positividade”.

Um espírito positivo que, de resto, se refletiu na passadeira vermelha. É que ao contrário do que aconteceu noutras cerimónias, como por exemplo os Globos de Ouro ou os Bafta, as atrizes não surgiram de preto integral, mas com vestidos de todas as cores.

O apresentador lembrou que, este ano, há mulheres nomeadas em categorias importantes, como Rachel Morrison, a primeira mulher a ser nomeada para Melhor Direção de Fotografia pelo filme "Mudbound - As Lamas do Mississípi". Até aqui, esta era a única categoria que, em 90 anos, nunca tinha nomeado uma mulher. E notou ainda a nomeação de Greta Gerwig que, este ano, se tornou na quinta mulher a ser nomeada para Melhor Realização com o filme "Lady Bird".

Ainda assim, Kimmel lembrou que ainda há um longo caminho a percorrer, nomeadamente no que toca à igualdade salarial em Hollywood. 

Ainda temos um longo caminho a percorrer no sentido da igualdade salarial”, vincou.