Procuradores do Ministério Público norte-americano anunciaram esta quarta-feira a primeira condenação criminal no caso ocorrido em 2014 de pirataria de fotografias privadas de celebridades de Hollywood, que resultou na divulgação na internet de centenas de imagens contendo nudez.

Em Los Angeles, as autoridades indicaram na terça-feira que Ryan Collins, de 36 anos, natural da Pensilvânia, tinha concordado em apresentar-se como culpado de acusações de ‘hacking’ (piratear) no âmbito da investigação “Celebgate”.

Segundo responsáveis judiciais, Collins admitiu a existência de um esquema de ‘phishing’ para obter fraudulentamente as palavras-passe de mais de cem pessoas, muitas delas estrelas de cinema, e depois usá-las para obter fotos delas nuas nas suas contas na ‘cloud’, um espaço de armazenamento de dados virtual acessível pela Internet.

Não há, no entanto, provas de que Collins tenha publicado as fotos online.

A Procuradoria dos Estados Unidos, que afirma que o homem teve acesso a “pelo menos 50 contas do iCloud e 72 contas do Gmail", vai recomendar uma pena até 18 meses, mas a decisão cabe ao juiz, que poderá estender a pena até cinco anos de prisão.

O ataque pirata afetou mais de 100 bem conhecidas atrizes, cantoras e celebridades, incluindo a modelo Kate Upton, a cantora Avril Lavigne e a atriz Mary Elizabeth Winstead. Uma das principais vítimas foi a estrela de «Hunger Games», Jennifer Lawrence

A divulgação das imagens motivou várias reações de celebridades com algumas a admitir que se tratam de imagens verdadeiras, e com outras a negarem a veracidade das fotografias e vídeos. 

Na altura, acreditou-se que o problema estava ligado a uma brecha no iCloud, hipótese entretanto descartada pela Apple

O FBI continua a investigar o caso.