A coleção do Museu Nacional de História Americana, em Washington, nos Estados Unidos, ganhou, esta terça-feira, dez objetos da premiada série “Breaking Bad”, para juntar à sua coleção. O museu onde não falta o chapéu alto que Abraham Lincoln usava na noite do seu assassinato, aumenta o espólio, reconhecendo, assim, a influência da série na cultura norte-americana.

Premiada com 16 Emmys e dois Globos de Ouro, "Breaking Bad" ganhou a notoriedade de séries icónicas como "Os Sopranos", "The Wire" ou "Mad Men". 

"Os objetos desta série inovadora ajudam-nos a documentar a forma como o entretenimento americano reflete e influencia as nossas vidas. `Breaking Bad´ oferece-nos ferramentas especiais para compreender e enfrentar as questões sociais", disse John Gray, diretor do Museu Nacional de História Americana.

Os objetos doados incluem os fatos amarelos de proteção contra químicos, bem como as máscaras de gás que foram utilizadas por Walter White e Jesse Pinkman, as personagens principais, durante os seus processos de produção das drogas, e, ainda, alguns adereços memoráveis, como o saco cheio de metanfetamina que Walter e Jesse venderam num restaurante, como recorda o The Guardian.

"Breaking Bad" acompanha a decadência de Walter White, um professor de química do ensino secundário, que é diagnosticado com cancro numa fase terminal. A partir daí, começa a produzir metanfetamina para sustentar a família.

Com influências dos filmes do faroeste americano, a série utiliza a decadência moral de Walter para explorar o sonho americano contemporâneo e ilustrar os efeitos corrosivos do poder e da ganância.

Na cerimónia de apresentação estiveram presentes os atores Bryan Cranston, Aaron Paul, Dean Norris, Jonathan Banks e RJ Mitte, juntamente com o criador da série, Vince Gilligan, e os produtores Mark Johnson, Michelle MacLaren, Melissa Bernstein e Peter Gould.