O ator Francisco Nicholson morreu, esta terça-feira, no Hospital Curry Cabral, em Lisboa, na sequência de complicações decorrentes de um transplante hepático a que foi submetido há uns anos, disse à agência Lusa fonte da família.

Em maio de 2011, Francisco Nicholson foi submetido a um transplante de fígado, seis anos após o primeiro transplante.

Francisco Nicholson começou a fazer teatro aos 14 anos, no antigo Liceu Camões, sob direcção do encenador e poeta António Manuel Couto Viana, a convite do qual veio a pertencer ao Grupo da Mocidade, que integrou com, entre outros, Rui Mendes, Morais e Castro, Catarina Avelar e Mário Pereira.

Estudou em Paris, frequentando a Academia Charles Dullin, do Théatre Nacional Populaire, privando com grandes nomes do teatro francês, como Jean Vilar, Georges Wilson, Gerard Philipe.

O último trabalho de Francisco Nicholson na televisão foi em "Bem-vindos a Beirais", da RTP. O ator e autor escreveu ainda as novelas Vila Faia, Cinzas, Origens, Os Lobos e Ajuste de Contas.

Em 2014 lançou o seu primeiro romance “Os mortos não dão autógrafos”, que dedicou à mulher, a atriz e bailarina Magda Cardoso.

«Quero dedicar este livro inteiramente à minha amiga, à minha companheira, Magda. Sem ela eu tenho a certeza de que não estava aqui», afirmou na altura.

Era pai da também atriz Sofia Nicholson.

As cerimónias fúnebres do ator e encenador Francisco Nicholson têm início quarta-feira, na Basílica da Estrela, em Lisboa, a partir das 18:30. No dia seguinte, quinta-feira, saíra pelas 10:00 para o Cemitério do Alto São João, onde será cremado.