Tereza Rachel morreu sábado, no Rio de Janeiro, aos 82 anos. A atriz brasileira encontrava-se internada desde o dia 30 de dezembro de 2015 no Centro de Tratamento Intensivo do Hospital São Lucas, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. De acordo com a assessoria de imprensa do hospital, Tereza Rachel morreu devido a complicações de um quadro agudo de obstrução intestinal. Foi enterrada domingo de manhã, no cemitério da cidade natal, Nilópolis, mas a notícia da morte só foi divulgada na segunda-feira.

De acordo com o jornal Globo, Tereza Rachel nasceu em 1934 em Nilópolis, no Brasil, com o nome de Terezinha Malka Brandwain Taiba de la Sierra. Começou a carreira no teatro, em 1955, sendo dirigida por Henriette Morineau em “Os Elegantes”, de Aurimar Rocha. No ano seguinte recebeu o prémio de atriz revelação da Associação Brasileira de Críticos Teatrais pela atuação em “Prima Donna”. Tereza Rachel participou ainda em peças como “Liberdade, liberdade”, em 1965, e “Édipo rei”, em 1967.

Atriz brasileira Tereza Rachel. (Reprodução Facebook)

Tereza Rachel era conhecida pelos papéis nas telenovelas da Rede Globo, onde interpretou vilãs inesquecíveis. Na televisão deu corpo a personagens que são lembradas pelo público, como Lupe, de "O rebu" (1974), Débora, da novela "O grito" (1975), Clô Hayalla, da novela "O astro" (1978), Martha Gama, de "Baila comigo" (1981), Aurora, da novela "Paraíso" (1982), Renata Dumont de "Louco amor" (1983), e Rainha Valentine de "Que rei sou eu?" (1989).

Em 1995, interpretou Francesca Ferreto na telenovela "A próxima vítima", e também se destacou como a vilã Dona Bertha, da novela "Era uma vez" (1998). A partir do ano 2000 afastou-se da televisão, reservando-se a pequenas colaborações. O último papel de Tereza Rachel na TV Globo foi como Mary Poppins na novela "Babilônia" (2015).

Atriz brasileira Tereza Rachel. (Reprodução Facebook)

Atriz, produtora e intérprete inquieta, Tereza Raquel fundou nos anos 70 o Teatro Tereza Raquel, em Copacabana, onde produziu peças inéditas e levou ao Brasil encenadores europeus ligados à vanguarda, fazendo da sua casa de espetáculos um dos polos de destaque do teatro carioca. A atriz trouxe vários textos da vanguarda para serem representados no Brasil pela primeira vez. Foi o caso de “A mãe” (1971), do polaco Stanislaw Witkiewicz, que conheceu em Paris, França.

Além de se destacar no teatro, Tereza Rachel também brilhou no cinema. A atriz atuou em filmes como: "Genival é de morte" (1956), de Aloísio T. de Carvalho, "Ganga Zumba" (1963), de Carlos Diegues, "Procura-se uma rosa" (1964), de Jece Valadão, "Canalha em crise" (1965), de Miguel Borges, "Amante muito louca" (1973), de Denoy de Oliveira, "Revólver de brinquedo" (1977), de Antonio Calmon, e "A volta do filho pródigo" (1978), "Canudos" (1978) e "Pedro mico" (1985), todos de Ipojuca Pontes.