Quentin Tarantino juntou-se às centenas de pessoas que no sábado se manifestaram em Nova Iorque contra a violência policial. O protesto aconteceu após uma série de cidadãos norte-americanos terem sido mortos pela polícia.

Segundo o The Gardian, o realizado participou numa manifestação,  pela segunda vez nesta semana, e acabou mesmo por discursar à multidão, empunhando um cartaz com a cara de Justin Smith, que morreu sob custódia policial, em 1999, depois de ter cuspir em agentes de autoridade.

“Sou um ser humano com consciência. Se acreditam que estão a acontecer crimes, têm de se levantar e protestar contra isso. Estou aqui para dizer que estou do lado dos assassinados. Quando vejo crimes, eu não espero… tenho que chamar assassino a um assassino e assassinado ao assassinado”. 


O protesto, organizado pelo grupo Rise Up October, foi o último de três manifestações que aconteceram durante a semana e que foram considerados inoportunos por causa da morte de um agente da Polícia de Nova Iorque quatro dias antes. 

Nos protestos, os manifestantes criticam a militarização e discriminação da polícia e pedem justiça para as vítimas e investigações independentes dos homicídios cometidos pelos agentes da autoridade.

Após a participação do realizador nas manifestações, o Sindicato da Polícia de Nova Iorque apelou à comunidade que boicotasse os filmes de Quentin Tarantino.

“Não é surpresa nenhuma que alguém que ganha a vida a glorificar o crime e a violência, odeie a polícia”, afirmou o presidente do Sindicato, Patrick J. Lynch, em comunicado. 

“Os agentes que Quentin Tarantino chama de “assassinos” não vivem numa das suas fantasias depravadas do cinema - eles arriscam e, por vezes, sacrificam as suas vidas para proteger as comunidades do crime real e do caos. Os nova-iorquinos precisam de enviar uma mensagem a este fornecedor de degeneração de que ele não tem o direito de vir à nossa cidade vender a sua caluniosa “ficção policial”. É tempo de boicotar os filmes de Quentin Tarantino”.