Depois de uma década e meia de episódios, CSI despediu-se dos fãs, esta terça-feira, com a transmissão do telefilme de duas horas, que reuniu algumas das personagens mais emblemáticas da série.

Foi provavelmente a série criminal mais bem-sucedida da História da televisão e chegou ao fim 15 anos depois de ser lançado o primeiro episódio, em outubro de 2000. Para trás deixou 15 temporadas, milhares de casos resolvidos, a emissão em 200 países e vários prémios, entre eles seis Emmys.

A série televisiva foi reconhecida cinco vezes como a mais vista nos últimos dez anos e criou um legado que uniu para sempre a ciência à investigação criminal.

Mas, mesmo com todos estes feitos, até os maiores fãs de CSI devem ficar espantados ao descobrir que a série partiu de uma escolha pouco ponderada da CBS e que, mesmo os próprios atores, ficaram surpreendidos com o seu sucesso.
 

“Pensei que nunca fosse haver uma audiência para isto. Talvez entre os que faziam palavras cruzadas. Nunca pensei que a audiência também se estendesse àqueles que nunca fizeram palavras cruzadas!”, afirmou o ator William Petersen, que deu vida ao protagonista Gil Grissom durante oito séries, à Associated Press.

“Eu achei que nunca ia ser bem-sucedida”, confessou Jorja Fox, a Sara, de CSI.


Para celebrar o fim da série, o AXN teve uma emissão especial, esta terça-feira. Passou o documentário Caso Encerrado - Homenagem a CSI, onde os criadores e os artistas envolvidos relembraram momentos emblemáticos, e, de seguida, o tão aguardado telefilme Immortality, no qual voltou a reunir-se o elenco da série. O filme devolveu ao pequeno ecrã, entre outras, a personagem de Marg Helgenberger, a agente Catherine Willows e Gil Grissom.

Depois de ter inspirado 15 temporadas, três spin-offs, com as séries de Miami, Nova Iorque e a mais recente Cyber e ter gerado um filme, os atores de CSI Las Vegas tiveram a “hipótese de fechar o livro”, como referiu Jorja Fox, uma vez que os produtores já afirmaram que a série não vai regressar à televisão com novos episódios.

 

O ingrediente especial

 

“Concentrem-se no que não pode mentir: as provas”, disse Gibssom num dos primeiros episódios de CSI.


Terá sido a ênfase na ciência que tornou a série original e a elevou ao sucesso. Nunca tinha sido vista uma saga que levava os polícias a trocar a investigação na rua pelas experiências em laboratório.
 

“Tornámos a ciência divertida e interessante”, comentou William Petersen, afirmando que CSI surgiu no período de incerteza após os atentados terroristas do 11 setembro, em que as pessoas se perguntavam onde estava a verdade.
 

“O que o nosso programa fez foi dar-vos a verdade”.


Uma verdade que inspirou milhares de estudantes a seguir a cursos forenses e que pavimentou o caminho para o surgimento de outras tramas televisivas do género, como Casos de Investigação Criminal, Mentes Criminosas, Ossos, Sem Rasto, O Mentalista ou Psych.