O primeiro-ministro do Camboja, Hun Sen, manifestou o seu apoio ao filme que a atriz Angelina Jolie vai dirigir e produzir no país asiático em novembro sobre o regime genocida do Khmer Vermelho, informou esta sexta-feira a imprensa local.

A atriz, que se reuniu com Hun Sem na quinta-feira, vai fazer uma adaptação do livro “First They Killed My Father” ("Primeiro Eles Mataram o Meu Pai"), em que o ativista dos direitos humanos Loung Ung lembra os horrores vividos durante o regime que provocou quase dois milhões de mortos entre 1975 e 1979.

“(Hun Sen) mostrou o seu apoio ao filme, e disse que vai servir para ensinar a verdade às futuras gerações", disse o porta-voz do primeiro-ministro, Eang Sophalleth, ao diário Phnom Penh Post.

Angelina Jolie irá realizar e produzir o filme, para a Netflix, a partir de um guião que coescreveu com Loung Ung.

Numa entrevista dada em julho, Jolie disse que a história de Loung Ung a afetou "profundamente" e que a ajudou a aproximar-se dos habitantes daquele país, terra natal do seu filho adotivo.
 

“Fiquei profundamente afetada pelo livro de Loung”, afirmou Angelina Jolie, citada num comunicado da Netflix, acrescentando que o livro a “ajudou a entender melhor como as crianças vivenciam a guerra e como isso as afeta”. 


Este livro “também permitiu que me aproximasse ainda mais dos habitantes de Camboja, o país natal do meu filho”, declarou, referindo-se ao seu filho adotivo, Maddox, que também estará envolvido na produção do filme, segundo a Netflix.