James Toback, hoje com 72 anos, realizador e produtor, é acusado de assédio sexual por 38 mulheres, atrizes e antigas pretendentes a uma carreira no mundo do cinema.

Menos conhecido nas luzes da ribalta do que Harvey Weinstein - já expulso da Academia devido a acusações de assédio e abuso sexual -, o que falta em fama a Toback, sobra-lhe em queixas e incriminações feitas por diversas mulheres que um dia pretenderam entrar no mundo da indústria cinematográfica norte-americana, em Hollywood.

No currículo, enquanto argumentista e realizador, James Toback assinou fimes como "The Private Life of a Modern Woman" - premiado este ano no Festival de Veneza, em Itália -, "Black and White", "Two Girls and a Guy?” e "Bugsy", com Warren Beatty, que lhe valeu uma nomeação para um Óscar pelo guião. Alguns desses êxitos ter-lhe-ão servido como isco para actos de assédio.

O meu nome é James Toback. Sou realizador de cinema. Nunca viu "Black and White" ou "Two Girls and a Guy?"", escreve o jornal Los Angeles Times, relatando descrições de alegadas vítimas que dizem ter sido abordadas por ele nas ruas.

Relata o jornal, com base nos depoimentos de muitas queixosas, que Toback as aliciava a ir com ele para o seu apartamento ou para um quarto de hotel.

Ele disse-me que só gostava de se masturbar olhando-me nos olhos", refere Louise Post, hoje vocalista da banda rock Veruca Salt, para quem "ter ido ao seu apartamento é uma fonte de vergonha nos últimos 30 anos, que eu me fez deixar de ser tão crédula".

James Toback nega todas as acusações. Ao Los Angeles Times fez questão de dizer não conhecer nenhuma das mulheres que lhe apontam o dedo. Ou que não se lembra delas, já que teriam sido encontros de "cinco minutos". E assume mesmo ser-lhe então "biologicamente impossível" qualquer manifestação sexual, devido a medicação que estava a tomar.

Apesar de rejeitar, as acusações a James Toback crscem através das redes sociais, especialmente no Twitter sob as "hashtag", #jamestoback e #MeToo ("Eu também").