Foram os sons e notas finais na vida de Bill Nunn. O ator norte-americano morreu sábado passado em Pitsburgh, nos Estados Unidos. A notícia da morte foi dada pela sua mulher. Não foram adiantadas asa causas do óbito, mas era público que Nunn lutava há muito contra um cancro.

Meu querido amigo", foi como o realizador Spike Lee começou por recordar o ator através das redes sociais.

Ambos foram colegas de escola no Morehouse College, na cidade de Atlanta, até que Nunn entrou no universo dos filmes de Spike Lee. Em 1989, fez parte do elenco de "Do The Right Thing" ("Não dês bronca", na tradução em Portugal) que o lançou definitivamente no cinema e televisão.

Radio Raheem descansa agora. Radio Raheem estará sempre a lutar contra os poderes com que tiver de lutar. Que Deus olhe por Bill Nunn", escreveu ainda Spike Lee.

Jornalista no "Homem-Aranha"

Em 1989, com Spike Lee, Bill Nunn tinha 35 anos. O papel de Radio Raheem marcou a sua carreira. Era o jovem que andava sempre com uma aparelhagem consigo pelas ruas e que tinha dois anéis-soqueiras com as palavras "amor" e "ódio".

O papel catapultou Bill Nunn no cinema. Em 1998, integrou o elenco de "The Legend of 1900", do realizador Giuseppe Tornatore. Em 2002, atuou na trilogia do "Homem-aranha", fazendo o papel de Joseph 'Robbie' Robertson, o editor do jornal que noticiava as façanhas do super-herói.

Em rigor, a figura do jornalista foi das primeiras de um negro norte-americano com um papel de destaque numa série de banda desenhada. Neste caso, a da Marvel, criada por Stan Lee e John Romita Sr., que deu origem aos filmes do "Homem-aranha".

Posteriormente, Bill Nunn participou ainda em “Nunca Desistas” (2012) e na série televisiva “Sirens” (2014-2015).