Jean Rochefort, ator que entrou em mais de 150 filmes e era um dos rostos mais conhecidos do cinema francês, morreu no domingo aos 87 anos em Paris, revelou, esta segunda-feira, a filha do ator.

Entre os filmes populares em que participou estão, por exemplo, "As atribulações de um chinês na China" (1965), de Philippe de Broca, "O relojoeiro" (1974) e "Vamos a isto que é festa" (1975), ambos de Bertrand Tavernier, "As belas mulheres dos outros" (1975), de Ives Robert (2012) e "Astérix e Obélix: A Serviço de sua Majestade", de Laurent Tirard (2012).

Luis Buñuel, Patrice Leconte, Fernando Trueba e Guillaume de Caunet são outros realizadores com quem trabalhou.

Durante a sua carreira, conquistou três prêmios César por "Que la fête commence", de 1976, "Le Crabe-Tambour", de 1978, e um honorário em 1999.

Após atuar sob a direção de Fernando Trueba em "O Artista e sua Modelo" (2012), obra inspirada no escultor Aristide Maillol, Rochefort afirmou que deixaria o cinema, mas antes ainda filmou, com Philippe Le Guay, "Floride" (2015).

Por concretizar, por motivos de saúde, ficou o sonho de interpretar D. Quixote no projeto cinematográfico de Terry Gilliam - que empreende há várias décadas -, documentado em "Lost in la Mancha" (2002).