O filme “O Encantado”, terceiro e último volume da trilogia “As mil e uma noites” de Miguel Gomes, tem estreia em Portugal uma semana mais tarde do que inicialmente planeado, anunciou hoje a produtora O Som e a Fúria.

Em Portugal, o primeiro volume da trilogia, “O Inquieto”, estreou nas salas de cinema a 27 de agosto, vai seguir-se “O Desolado”, a 24 de setembro, e, finalmente, “O Encantado”, a 8 de outubro.

Rodado durante um ano, do verão de 2013 ao de 2014, a trilogia "As Mil e uma Noites" aborda a crise financeira em Portugal, e teve estreia internacional na Quinzena dos Realizadores, no Festival Internacional de Cinema de Cannes, em maio, onde foi aclamado pela crítica especializada.

O filme, que adapta de forma livre o modelo do livro “As mil e uma noites”, parte de múltiplas histórias reais que aconteceram em Portugal, entre 2013 e 2014, recolhidas por um grupo de jornalistas, de modo a retratar a sociedade portuguesa no meio da crise social e económica.

Em junho último, “As mil e uma noites” integrou a competição oficial do 62º Sidney Film Festival, conquistando o Sidney Film Prize.

A trilogia já foi apresentada em festivais na Alemanha, Finlândia, República Checa, Israel, Marselha, Nova Zelândia, Polónia, assim como no festival "Curtas" de Vila do Conde e, nos próximos meses, vai estar no Hiroshima International Film Festival, no Japão, no New York Film Festival, nos Estados Unidos, e no Festival Internacional de Cinema de Valdivia, no Chile.

Entre 2015 e 2016, “As mil e uma noites” irá estrear nos circuitos comerciais da Roménia, Islândia, Hungria, Espanha, Sérvia, Croácia, Montenegro, Eslovénia, Bósnia, Reino Unido, Irlanda, Estónia, Bélgica, Luxemburgo, Holanda, Grécia, Áustria, Polónia, Lituânia, Brasil, Canadá, México, Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile, Austrália, Nova Zelândia e Japão.

Numa entrevista à agência Lusa, em Vila do Conde, no início de julho, Miguel Gomes disse que quis, com “As mil e uma noites”, contrapor a boa ficção ao que considera a “má ficção que é a mentira dos políticos, que fazem de conta que está tudo bem”.

"O Desolado", segundo volume da trilogia foi escolhido para candidato de Portugal a uma nomeação para o Óscar de melhor filme estrangeiro.