O ator Mário Jacques morreu este domingo em Lisboa, após ter sido submetido a uma cirurgia ao coração, revelou à agência Lusa a atriz Manuela Maria Cortez.

Manuela Maria recordou Mário Jacques como um «bom ator e um bom colega», com quem contracenou no início dos anos 70 no teatro Maria Matos, sob a direção de Igrejas Caeiro.

Nascido em 1939 no Porto, Mário Jacques estreou-se no teatro em 1960 no Teatro Experimental do Porto. Em 1970 fundou os Bonecreiros, grupo de teatro independente. Frequentou Escolas de Arte Dramática em Estrasburgo e Moscovo e em 1990 obteve o prémio da Interpretação Masculina Palmira Batos/António Silva, da Câmara Municipal de Lisboa, pela sua interpretação em «Quem Tem Medo de Virgínia Woolf», de Edward Albee.

Passou pelo Teatro da Malaposta e no cinema atuou sob a direção de António de Macedo, António Cunha Teles, Paulo Rocha, João Botelho e João Mário Grilo.

Participou igualmente em diversas produções televisivas e foi co-autor de «Os Actores na Toponímia de Lisboa» e traduziu livros sobre a História do Teatro.

O corpo do ator Mário Jacques vai estar, a partir de segunda-feira, no Palácio Galveias, em Lisboa, e será cremado terça-feira, pelas 16:00, no cemitério do Alto de São João, informou a família.