Gerard Depardieu, de 65 anos, publicou recentemente uma autobiografia na qual conta histórias do seu passado turbulento. «Ça s’est fait comme ça» revela que o ator confessa que se prostituiu, esteve três meses na prisão, roubou sepulturas e que a mãe tentou matá-lo quando ainda estava grávida.

Durante a sua infância, em Châteauroux, Depardieu confessa que desenterrou corpos recém-enterrados para lhes roubar jóias e sapatosO ator confessa que contrabandeou cigarros numa base da Nato e que se envolveu em várias lutas.

Uma das revelações mais chocantes do livro é o facto da mãe o ter tentado matar. «Eu sobrevivi a toda a violência que a minha pobre mãe infligia a si mesma com agulhas de tricô», numa tentativa de matar o feto dentro dela. «O terceiro filho que ela não queria, era eu, Gérard. Sobrevivi», revela Depardieu.

Com apenas sete anos ajudou a mãe no parto da irmã, Catherine. Depois disso ajudou ainda no nascimento de mais cinco irmãos. Depardieu define o pai como um bêbado analfabeto que trabalhava na metalurgia.

O ator, que ficou conhecido em 1990 com o papel na comédia romântica «Green Card», bateu com a scooter quando estava bêbado, atacou fotógrafos e urinou no corredor de um avião.

Casou-se com a atriz Elisabeth Guignot e tiveram dois filhos, Guillaume e Julie. Tendo tido ainda mais dois filhos de outra mulher. No entanto, os filhos não gostam de ser associados ao pai e o ator escreve, que ao saber isso, lhes respondeu: «Mudem o vosso nome, pelo amor de Deus, se isso vos incomoda».

Um dos filhos, Guillaume, morreu em 2008 de uma pneumonia viral, com apenas 37 anos. Tinha sido viciado em drogas e passou dois períodos na prisão, devido a acusações de drogas e de roubo. «Guillaume experimentou o mesmo que eu», diz Depardieu, referindo-se ao seu próprio pai, que «estava bêbado de vez em quando com mau vinho».

Em tempos, o ator confessou que bebia 14 garrafas de vinho por dia, mas defende que não é um alcoólico e sim um homem cheio de fobias: como tem medo de não conseguir adormecer, bebe. Como tem medo do próprio bater do coração, bebe.

Tornou-se um cidadão russo para evitar pagar o imposto de 87% em França e é amigo de Vladimir Putin, o presidente russo. Revela que quando se conheceram em 2008 se aperceberam de que tinham muito em comum. «Nós poderíamos ter-nos tornado criminosos», escreve. «Acho que ele gostou imediatamente do meu lado hooligan, do fato de eu ter sido apanhado no chão completamente bêbado».