A longa-metragem de ficção «Crime», baseada numa peça de teatro e inspirada no homicídio do cronista Carlos Castro, deverá ser estreada nos cinemas no final de janeiro, disse à Lusa o realizador, Rui Filipe Torres.
 
Primeiro filme de ficção de Rui Filipe Torres, «Crime» terá antestreia na Cinemateca Portuguesa, Lisboa, a 7 de janeiro, dia em que se assinalam quatro anos da morte de Carlos Castro, e no final desse mês acontecerá a estreia comercial.
 
O realizador, no entanto, não quer fazer uma ligação direta do filme ao crime violento, ocorrido em janeiro de 2011 num quarto de hotel, onde Carlos Castro foi assassinado por Renato Seabra, com quem mantinha um relacionamento.
 
«Não é uma recriação do que aconteceu naquela noite. É um filme sobre uma relação amorosa entre um homem com poder, idoso, e um jovem que quer ter acesso a esse poder. Interessei-me sobretudo pela possibilidade de tensão entre as duas personagens. O momento da morte não é o que me interessa», disse.
 
«Crime» é uma produção de baixo orçamento, com um elenco muito pequeno - com João d'Ávila, Ruben Garcia e Marina Albuquerque -, e a história desenrola-se ao longo de 24 horas num quarto de hotel, culminando com uma morte.
 
Rui Filipe Torres explicou que o argumento se baseia numa peça de teatro escrita pelo ator João d'Ávila, que, por sua vez, se inspirou no violento homicídio de Carlos Castro. Além da estreia do filme, em janeiro deverá acontecer também a estreia da peça de teatro.
 
Carlos Castro, de 65 anos, morreu a 7 de janeiro de 2011 num quarto de hotel em Nova Iorque.
Renato Seabra, de 20 anos, foi condenado a uma pena entre 25 anos e prisão perpétua, estando detido no estabelecimento prisional de Clinton, no estado de Nova Iorque, Estados Unidos.