Várias atrizes de Hollywood pisaram a passadeira vermelha dos Globos de Ouro deste ano acompanhadas por mulheres ativistas, que levaram para a cerimónia que, este ano, foi muito para além da habitual entrega de prémios. 

A primeira a dar nas vistas foi Meryl Streep, que levou consigo a ativista americana Ai-Jen Poo, atual diretora da Aliança Nacional dos Trabalhadores Domésticos - uma organização que apoia os trabalhadores domésticos (que na sua maioria são mulheres) dos EUA.

A atriz britânica Emma Watson, ativista assumida e Embaixadora da Boa Vontade da ONU, chegou acompanhada por Marai Larasi, atual diretora executiva da Imkaan, uma rede britânica de organizações que luta contra a violência contra mulheres negras e contra minorias.

Amy Poehler, atriz, comediante e produtora norte-americana, apareceu com Saru Jayaraman, uma advogada e escritora de Los Angeles, mas também defensora dos direitos de funcionários de restaurantes, facto que a levou a tornar-se numa das fundadores do Centro de Oportunidades de Restaurantes, que trabalha nos EUA. 

A atriz, cineasta e produtora de cinema norte-americana Laura Dern também foi outras das celebridades a chegar à passadeira vermelha acompanhada por uma importante representante ativista. Mónica Ramírez, co-fundadora da Aliança Nacional de Camponesas, luta pelas mulheres de origem latina e combate a violência sexual contra trabalhadoras rurais e agrícolas. 

Ao lado da atriz norte-americana Michelle Williams esteve Tarana Burke, uma ativista dos direitos civis e atual diretora da ONG Raparigas para a Igualdade de Género e fundadora pioneira do movimento #MeToo, criado em 2006, com o objetivo de aumentar a consciencialização de abuso e agressão sexual na sociedade.

O termo começou a ser utilizado recentemente por várias figuras de Hollywood, como forma de denúncia contra os abusos sexuais no mundo do cinema.  

Tarana Burke partilhou nas redes sociais uma declaração oficial de ativistas, que terá recebido momentos antes de entrar nos Globos de Ouro. 

Rosa Clemente foi a personalidade escolhida para acompanhar a premiada atriz norte-americana Susan Sarandon. Clemente é uma jornalista independente e uma ativista conhecida pela sua versatilidade, uma vez que é defensora de múltiplas causas, nomeadamente dos direitos dos presos políticos nos Estados Unidos, defensora de relações interculturais (entre negros e latinos), do hip-hop e da justiça nos meios de comunicação e, luta, ainda, entre outras causas, por cuidados de saúde universais. 

O par escolhido por Emma Stone foi a tenista Billie Jean King, que, além de ativista, criou a "Fundação de Desporto Feminina", que luta contra o sexismo no desporto. 

Por fim, e ao lado de Shailene Woodley, apareceu Calina Lawrence, que nasceu e cresceu num dos centros de cultura indígena dos Estados Unidos. Cantora a tempo inteiro, foi precisamente na música que viu a oportunidade de ser uma voz do ativismo. Atualmente, é membro da tribo "Suquamish" e defensora dos Direitos dos Tratados Nativos.