O filme «Os Maias - Cenas da vida romântica», do realizador João Botelho, andará em digressão pelo país, com sessões em pelo menos 24 cidades, a começar nos dias 30 e 31 de outubro no Teatro da Trindade, em Lisboa.

Adaptação do romance «Os Maias», de Eça de Queiroz, o filme estreou nos cinemas em setembro, tendo-se tornado no filme português mais visto este ano em Portugal, com 85.726 espetadores contabilizados pelo Instituto do Cinema e Audiovisual até à quinta-feira passada.

Feita a estreia comercial em 20 salas, João Botelho decidiu levar o filme a outras salas do país, que têm menos acesso ao cinema português, e contactar de perto com os públicos escolares, uma vez que o romance de Eça de Queiroz faz parte dos programas curriculares de Português.

Nos dias 30 e 31 de outubro, o filme será exibido no Teatro da Trindade - um dos locais de filmagem - em duas sessões: às 11:00, numa versão curta para estudantes, e às 21:00, a versão longa, com cerca de três horas, para restantes públicos.

Até fevereiro, João Botelho - ou um dos atores do elenco - andará com o filme na digressão pelo país, tal como o realizador fez com o filme "O Filme do desassossego", a partir de "O livro do desassossego", de Fernando Pessoa.

De acordo com a produtora Ar de Filmes, nesta digressão estão confirmadas 24 cidades sempre com duas sessões; uma para estudantes e outra para público em geral.

Em novembro, o filme estará em Vila Real, Ponte de Lima, Arcos de Valdevez, Vila Nova de Famalicão, Leiria, Abrantes, Cascais, Braga, Bragança, Espinho e Sintra.

«Os Maias - Cenas da vida romântica» terá ainda uma versão em série televisiva, a estrear na RTP em 2015.

A produtora tem assegurada também a estreia do filme no Brasil, país co-produtor.

O filme teve um orçamento de 1,5 milhões de euros e do elenco do filme fazem parte cerca de 50 atores, entre os quais Graciano Dias, a atriz brasileira Maria Flor, Pedro Inês, João Perry, Maria João Pinho, Adriano Luz, Rita Blanco, Hugo Mestre Amaro e Pedro Lacerda.

O barítono Jorge Vaz de Carvalho dá voz a Eça de Queirós, o narrador.

Para João Botelho, o romance queirosiano, que narra a vida de três gerações de uma família da burguesia no século XIX, assenta «como uma luva» no Portugal contemporâneo.