Wentworth Miller, conhecido por ter protagonizado a série televisiva «Prison Break», rejeitou publicamente o convite para ser homenageado no Festival Internacional de Cinema de São Petersburgo, criticando a falta de liberdade de expressão dos homossexuais na Rússia.

Recentemente, o parlamento russo aprovou uma lei «anti-gay» que proíbe qualquer demonstração pública de afeto entre homossexuais e lésbicas, bem como a «promoção» das causas gay, incluindo desfiles e outros eventos semelhantes.

«Muito obrigado pelo convite. Como alguém que teve muito gosto em visitar a Rússia no passado, e que pode reclamar alguma ascendência russa, teria todo o prazer em aceitar. No entanto, como homem gay, tenho de recusar o convite», escreveu Miller, em resposta à organização do festival.

O ator afirmou estar «profundamente preocupado com a atitude e o tratamento em relação aos homens e mulheres gay por parte do governo Russo».

«Esta situação é inaceitável e não posso, conscientemente, participar numa festa num país onde pessoas como eu veem negado, sistematicamente, o direito básico a viverem e amarem livremente», explicou.

Wentworth Miller, que nunca antes tinha revelado publicamente a sua orientação sexual, acrescentou que espera um dia poder tomar uma posição diferente caso as «circunstâncias mudem».

A homossexualidade era considerada crime na Rússia até 1993 e hoje em dia a homofobia continua bem presente na sociedade russa em geral. Organizações dos direitos humanos e associações de defesa dos direitos LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transsexuais) têm vindo a denunciar cada vez mais os casos de perseguição a homossexuais na Rússia.