Grupos nacionalistas japoneses organizaram petições para impedir que Angelina vá ao Japão. Os grupos apelidam a atriz norte-americana de «diabo imoral» e criticam o modo como ela descreve as desventuras do soldado norte-americano Louis Zamperini no filme, o segundo que assina como realizadora.

Em «Unbroken», a estrela de Hollywood conta como aquele soldado norte-americano sobreviveu a uma queda de avião ao largo do Japão durante a Segunda Guerra Mundial, e como foi resgatado e torturado por militares japoneses.

De acordo com o site 20 minutes.fr, os nacionalistas japoneses proclamam que não há provas das «alegações» que são feitas no filme, apesar de vários membros do navio onde a tortura supostamente ocorreu terem sido condenados por crimes de guerra.

Canibalismo e tortura

De acordo com vários relatórios militares, prisioneiros dos EUA como Louis Zamperini foram «espancados, queimados, espancados até a morte ou decapitados» durante a detenção. Atos de canibalismo ritual também foram realizados sobre os cadáveres de prisioneiros, assim como experiências médico-científicas.

Angelina Jolie baseou o filme no romance de Laura Hillenbrand, que conta a história de Louis Zamperini. O livro, lançado em 2010, já tinha enfurecido os nacionalistas japoneses que não conseguiram evitar que fosse publicado no Japão.

A estreia do filme está programada para 26 de dezembro, em vários países, e relança a campanha de grupos revisionistas como a Sociedade para a Difusão do Facto Histórico, em que Angelina Jolie é o alvo de insultos racistas e sexistas.