O diretor de documentários Robert Drew, conhecido como o pai do género do «cinema direto», a versão americana do «cinema vérité» francês, faleceu quarta-feira, aos 90 anos, em casa em Connecticut nos Estados Unidos, informou a família do cineasta.

Drew, que fez mais de cem filmes sobre questões sociais, política e das artes durante uma carreira que durou mais de cinco décadas, morreu pacificamente rodeado pelos filhos e amigos, segundo a Reuters.

Junto com as técnicas de direção inovadoras, Drew também desenvolveu câmaras leves. O protagonista do primeiro documentário de Drew, «Primárias» em 1960, foi o senador John F. Kennedya, ao acompanha-lo durante a campanha em Wisconsin para a presidência americana.

Em 1963, Drew filmou «Crise: por trás de um compromisso presidencial», sobre a decisão de Kennedy, já presidente, em apoiar os direitos dos americanos negros e de obrigar a Universidade do Alabama a aceitar dois estudantes.

Em 1969, o cineasta ganhou o Emmy de melhor documentário por «Man Who Dances».

Também filmou «Yanki No» em 1960, baseado no aumento de um sentimento anti-EUA na América Latina, «The Chair» em 1962, sobre um advogado que evitou que um homem fosse executado na cadeira elétrica.

Nascido em Ohio, há dois anos ficou viúvo de Anne Gilbert Drew, com quem trabalhou durante grande parte de sua trajetória profissional e teve três filhos.



Antes de se tornar diretor de documentários, foi recrutado na Força Aérea americana, que o destacou para Nápoles, no final da Segunda Guerra Mundial.