O documentário autobiográfico «E Agora? Lembra-me», de Joaquim Pinto, foi o grande vencedor do Doclisboa 13, ao arrecadar três galardões, incluindo o mais valioso, o Grande Prémio Cidade de Lisboa para Melhor Longa-Metragem, anunciou hoje a organização.

«E Agora? Lembra-me» venceu também o Prémio CPLP para Melhor Longa-Metragem dos Países de Língua Portuguesa das Secções Competitivas e, na competição internacional, o Prémio Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa para Melhor Longa-Metragem, além do Grande Prémio Cidade de Lisboa (8.000 euros).

O documentário, realizado e protagonizado por Joaquim Pinto, que vive há 20 anos com os vírus da hepatite C e do VIH/sida, já foi exibido nos festivais de cinema de Nova Iorque e em Locarno, Suíça, onde foi premiado, e também no festival Queer, em Lisboa.

Na competição internacional do Doclisboa, festival dedicado ao documentário, o Prémio Especial do Júri foi atribuído a «Nichnasti pa`am Lagan», de Avi Mograbi, enquanto o Prémio para Melhor Curta-Metragem foi para «Mauro em Caiena», do brasileiro Leonardo Mouramateus.

Na competição portuguesa, «A Mãe e o Mar», de Gonçalo Tocha, ganhou o Prémio Liscont para Melhor Longa-Metragem.

O documentário aborda uma tradição quase perdida, a das mulheres pescadoras em Vila Chã, em Vila do Conde. Gonçalo Tocha venceu em 2011 a competição internacional do festival com «É na Terra, Não é na Lua».

Na mesma competição, o Prémio Culturgest para Melhor Curta-Metragem foi atribuído a «Tabatô», de João Viana.

«A Última Encenação de Joaquim Benite Não basta Dizer Não», de Catarina Neves, recebeu o Prémio do Público.

A edição deste ano do Doclisboa, que começou a 24 de outubro, termina no domingo com a exibição dos filmes premiados.