A coprodução franco-cambojana «Cambodia 2099», de Davy Chou, venceu o grande prémio do 22.º Curtas de Vila do Conde, enquanto o melhor filme nacional foi «O Triângulo Dourado», de Miguel Clara Vasconcelos, anunciou a organização.

O grande prémio deste ano do festival de Curtas de Vila do Conde já tinha marcado presença na Quinzena dos Realizadores do festival de Cannes e passa-se no Camboja, país de origem do realizador, onde «dois amigos contam um ao outro os sonhos que tiveram na noite anterior», segundo a sinopse.

O prémio de melhor filme nacional (que agregou o prémio BPI ao galardão Pixel Bunker) foi atribuído a «O Triângulo Dourado», de Miguel Clara Vasconcelos, no que também foi uma coprodução com França, mas neste caso de Portugal, descrito como «um filme feito de materiais caseiros, artesanais, um pouco frágeis até».

Por seu lado, o prémio do Público - Sociedade Portuguesa de Autores distinguiu «Fuligem», de David Doutel e Vasco Sá, que também receberam o prémio Digimaster para melhor realização portuguesa.

Na competição internacional, o prémio ficção foi atribuído a «Person to Person», de Dustin Guy Defa, enquanto em termos documentais a distinção foi para «El Palacio», do mexicano Nicolás Pereda.

O prémio de animação foi para Tomasz Siwinski por «Niebiesky Pokój», mas o prémio do público - Aveleda foi atribuído o mais recente «Panique au village: La bûche de nöel», de Vincent Patar e Stéphane Aubier, que é também a nomeação do Curtas de Vila do Conde para os prémios de cinema europeus deste ano.

Vasco Mendes ganhou o prémio para melhor vídeo musical com o trabalho feito para «Far from everything» do projeto de João Vieira White Haus.

No campo dos filmes experimentais, o prémio para melhor obra foi para «Hacked Circuit», de Deborah Stratman.

A 22.ª edição do Curtas Vila do Conde termina no domingo com a repetição dos filmes premiados a partir das 15:30.