Foi em «Teoria de Tudo» que Eddie Redmayne ganhou verdadeiro protagonismo no cinema. Nomeado para o Óscar de Melhor Ator, já venceu o Globo de Ouro nesta categoria e também o prémio do Sindicato dos Atores norte-americanos. Interpretar o cientista britânico Stephen Hawking, paciente com esclerose lateral amiotrófica, foi «uma grande responsabilidade porque ele é um ícone vivo», mas também foi uma espécie de «sonho e pesadelo», disse o ator em entrevista a Vítor Moura, em Londres.
 
Ao fim de vários meses de preparação para o papel, Redmayne  teve um encontro com o cientista. «Acho que nunca estive tão nervoso. Quando estamos com ele, há um ritmo único. Porque ele leva muito tempo a comunicar, há muito silêncio... e eu tenho um problema com o silêncio!  Basicamente, acabei por despejar informação sobre o Stephen Hawking ao Stephen Hawking durante 40 minutos. O que foi muito... Embaraçoso e estranho», confessou o ator.
  
Com os prémios que venceu, o papel de Stephen Hawking valeu-lhe já uma das melhores interpretações do ano. Mais do que uma biografia, o filme é o relato de um amor difícil de viver. Dar vida a este génio paralisado por uma doença rara e degenerativa pode valer-lhe o Óscar aos 33 anos.


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Ao todo, «Teoria de Tudo» tem cinco nomeações para os Óscares, incluindo o de melhor filme, mas é no protagonista que estão as maiores apostas.
 
O ator britânico iniciou a sua carreira nos palcos em 2004 e estreou-se no cinema, em 2006, com o filme «Mentes Mortais». Seguiram-se «O Bom Pastor», «Desejos Selvagens», «Elizabeth: A Era de Ouro» em 2007 e «A Morte Negra» em 2010. Eddie Redmayne chamou ainda a atenção no papel do realizador Colin Clark, em 2011, em «A minha semana com Marilyn».
 
No ano seguinte, concretizou o sonho de entrar na adaptação para o cinema do musical «Os Miseráveis», no qual interpretou Marius Pontmercey, um jovem revolucionário que se apaixona por Cosette (Amanda Seyfried).