Conhecido pelos seus documentários sobre temas fraturantes, como  os abusos sexuais no seio da Igreja Católica ou as fraudes contabilísticas da Enron, Alex Gibney vira-se agora para Steve Jobs.

Em «Steve Jobs: The Man in the Machine», Gibney foca-se sobretudo no lado menos conhecido do falecido fundador da Apple, resultando num retrato menos favorável de Jobs.

Tim Cook - atual presidente, e Johny Ive - chefe de design, estão ausentes desta obra, que não contou com o apoio da empresa de Cupertino. Apesar disto, o documentário incluí os testemunhos de algumas pessoas próximas de Steve Jobs.

Daniel Kottke, amigo e empregado de Jobs, fala sobre as suas buscas espirituais e Andy Grignon, membro da equipa iPhone, conta o «sermão de meia hora» que recebeu de Jobs quando disse que ia deixar a Apple. Sermão que o sote «The Hollywood Reporter» caracteriza como podendo ter saído do filme «O Padrinho».

O documentário aborda ainda temas sensíveis da vida do falecido fundador da Apple, como a batalha jurídica pelo reconhecimento da filha ilegítima, que curiosamente partilhava o nome com o primeiro computador da Apple que Jobs personificou - Lisa.