A Secção Especializada do Cinema e do Audiovisual do Conselho Nacional de Cultura (SECA) decidiu esta quinta-feira que cabe ao Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA) a escolha dos júris que vão decidir os apoios públicos, no setor, em 2016.

Num comunicado enviado à Lusa, o gabinete do secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, afirma que a SECA “pretendeu encontrar um caminho mais equilibrado para a escolha dos júris, no âmbito do apoio público na área do cinema e do audiovisual” e que esta “estratégia” foi proposta pelo ICA.

A proposta do ICA recebeu 16 votos favoráveis entre os 23 membros da SECA, da qual fazem parte, entre outros, a direção do ICA (com direito a apenas um voto), o diretor da Cinemateca Portuguesa, representantes das televisões (RTP, SIC e TVI) e dos canais de televisão por assinatura, assim como dos produtores independentes de televisão e de cinema, dos cineclubes e de associações, além de "seis personalidades de reconhecido mérito" do setor.

Segundo a mesma fonte, a SECA debateu “as prioridades estratégicas para o futuro na área do Cinema e do Audiovisual, que se consubstanciarão na realização de uma reunião, em setembro, e na criação de um grupo de trabalho aberto para debater os temas prioritários para o sector”.

A escolha dos júris coube, no ano passado à SECA, num processo que, de início, deu origem a contestação, levando à demissão de elementos deste órgão do Conselho Nacional de Cultura, designadamente dos representantes dos realizadores de cinema de animação, dos técnicos de cinema e audiovisual e dos cineclubes e festivais, e ainda do realizador Manuel Mozos e do produtor Luís Urbano, que participou na reunião de hoje, segundo a mesma fonte.

A SECA integra, por lei, representantes de várias áreas do cinema e do audiovisual, como operadores de televisão, distribuidores e exibidores, produtores, argumentistas, técnicos, realizadores, a Cinemateca Portuguesa, a Inspeção-Geral das Atividades Culturais e o Instituto do Cinema e Audiovisual, que preside.