Quem diria que uma coisa tão fresca, como um anúncio a um refrigerante, podia dar tantas dores de cabeça. Scarlett Johnsson protagoniza o anúncio de uma empresa israelita que a contratou para ser embaixadora da marca no estrangeiro.

Este anúncio começaria a ser exibido nos EUA durante o Superbowl já no próximo dia 2 de fevereiro. As dores de cabeça começaram para a atriz, criticada por dar a cara a uma empresa que, afinal, é filha da ocupação de território palestiniano. Uma empresa ilegal aos olhos da lei internacional, segundo os mais claros argumentos da causa palestiniana.

A atenção negativa resultou - Scarlett já era embaixadora da Oxfam, uma ONG com muito anos de trabalho no território palestiniano.

Em comunicado, a atriz esclarece: «Nunca quis ser a cara de qualquer movimento político ou social, de qualquer distinção, separação ou posição no quadro do meu contrato com esta empresa».

O tema é delicado, mas, já esclarecida, a Oxfam diz que «vai pensar»: «Temos dialogado com Scarlett Johansson e ela exprimiu a sua posição num comunicado, no qual frisou o orgulho no seu trabalho passado com a Oxfam. A Oxfam pondera agora a implicações do comunicado da atriz e o que significa para o papel que a senhora Johansson representa enquanto embaixadora global da Oxfam».

O presidente da empresa israelita diz que esta é mais uma manifestação da má vontade contra Israel, e que esta empresa é um exemplo de paz.

Os mais indignados dizem que, a ser exemplo, é exemplo de mão de obra barata em terra anexada e com benefícios fiscais únicos.

A empresa poderá apenas beneficiar de toda a publicidade da polémica, ou talvez não. Está em curso um apelo ao boicote da marca. Mas seja ocupante, ou não, ilegal, ou não, ninguém tira os olhos do anúncio.