O Governo classificou a Casa Manoel de Oliveira, na Rua da Vilarinha, Porto, como Monumento de Interesse Público, de acordo com uma portaria publicada esta quarta-feira no Diário da República, que fixa também uma zona especial de proteção (ZEP), escreve a agência Lusa.

Esta publicação surge no dia em que o cineasta do Porto completa 105 anos.

A Casa Manoel de Oliveira, na União de Freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde, foi construída em 1940 para habitação do cineasta, estando implementada «na área mais elevada de um lote estruturado em plataformas, apresentando dois pisos confinantes com a Rua da Vilarinha e três voltados para o jardim».

De acordo com a portaria, «para além da relevância do promotor do projeto, que habitou a casa durante grande parte da sua vida», o imóvel está igualmente ligado «a grandes nomes do modernismo português».

José Porto foi o autor do projeto arquitetónico, Viana de Lima detalhou o projeto do interior e Cassiano Branco foi o responsável pelos seus espaços exteriores, pormenoriza o documento governamental, assinado no início da semana passada pelo secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier.

Os arquitetos Eduardo Souto Moura, Prémio Pritzker em 2011, Gonçalo Ribeiro Telles e Alexandre Burmester estão também ligados ao imóvel, no âmbito das «alterações posteriores da casa e jardins».

Souto Moura «traçou os campos de jogos, a piscina e o ginásio, Gonçalo Ribeiro Telles, [foi o] autor de um estudo dos jardins e Alexandre Burmester projetou a recuperação da casa, distinguida com o prémio João de Almeida», acrescenta a portaria.

Manoel de Oliveira encomendou aquele conjunto formado por habitação unifamiliar e jardins, tendo lá vivido durante 42 anos (entre 1940 e 1982).

As comemorações para assinalar no Porto o aniversário do mais velho realizador do mundo, Manoel de Oliveira, têm o seu ponto alto esta quarta-feira, dia em que cumpre 105 anos de idade.

As comemorações incluem a inauguração, na sua cidade natal, da exposição «Manoel de Oliveira - 105 Revistas», um momento que deverá contar com a presença do realizador.

A exposição, patente até 10 de março de 2014 no Museu Nacional de Imprensa, contará com várias revistas portuguesas e publicações francesas como «Cahiers du Cinéma», «Beaux Arts», «L'Avant Scène Cinéma» ou «L'Acchiappa Film», que incluem trabalhos sobre o realizador.

Ao final do dia, o realizador deverá marcar presença no lançamento de uma peça de porcelana da Vista Alegre que integrará a coleção «1+1=1».