O encenador francês Patrice Chéreau, um dos mestres da cena europeia durante mais de 40 anos, tanto no cinema como no teatro e na ópera, morreu na segunda-feira, na sequência de um cancro, aos 68 anos.

A sua última encenação «Elektra», de Richard Strauss, foi ovacionada em julho no festival lírico de Aix-en-Provence.

Foi considerado igualmente um grande cineasta, além de um grande mestre de cena no teatro e na ópera.

«Tinha uma vitalidade extraordinária», declarou à Agência France Presse Elizabeth Tanner, codiretora da Artemedia, agência artística que o representava.

Considerado, eclético e singular, Chéreau era conhecido pela exigência e enorme capacidade de trabalho.

Nasceu a 2 de novembro de 1944 em Lézigné, no oeste de França.

Apaixonou-se pelo cinema e descobriu o teatro no liceu Luís - O Grande. Aos 16 anos, subiu ao palco, de onde não desceria mais.

Em 1962, manifestou-se contra a guerra na Argélia e apoiou Vaclav Havel, em Praga, no final de 1979.

Em 2000, quando a extrema-direita participava no Governo austríaco, boicotou o festival de Salzburgo.

O seu trabalho inclui o épico «A Rainha Margot», de 1994.

Nascido numa família de pintores, morreu em Paris, vítima de cancro do pulmão.