A sétima edição do Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa (7º MOTELx), que se realizou de 11 a 15 de setembro, registou 15 mil espetadores, mais 20 por cento do que em 2012, escreve a agência Lusa.

Em comunicado, a organização do MOTELx afirma que durante os cinco dias em que foram exibidos 80 filmes de 20 países, o festival «registou 15 mil espetadores nas sessões de cinema e mil participantes nas diversas atividades e eventos paralelos» - o que revela um aumento de cerca de três mil pessoas presentes nas sessões, sobre os dados de 2012 - correspondendo a um crescimento de 20 por cento relativamente à anterior edição.

Além da exibição das várias curtas e longas-metragens, maioritariamente no Cinema São Jorge, o festival proporcionou «masterclasses» com convidados nacionais e internacionais, e dois «workshops» - um de caracterização e outro de «stop-motion».

Do cartaz fez ainda parte a «Noite de Jogos de Terror», que foi dedicada aos jogos de tabuleiro, e uma secção dedicada ao público juvenil, intitulada «Lobo Mau, que incluiu um atelier de cinema na Cinemateca Júnior, no Palácio Foz, e a «Tarde de Jogos (Pouco) Assustadores».

Ao ar livre, no largo de S. Carlos, em frente ao teatro lírico, foi exibido «Poltergeist» (1982), do norte-americano Tobe Hooper, convidado especial da edição de 2013 do MOTELx.

Em comunicado, a organização destaca exatamente a presença de Tobe Hooper e de Hideo Nakata, com apresentação de retrospetivas dos dois realizadores, e a homenagem a Ray Harryhausen, «o mestre dos efeitos especiais», que morreu este ano.

O festival trouxe ainda a Lisboa Marina de Van, realizadora de «Dark Touch», Xan Cassavetes, que apresentou o seu mais recente filme, «Kiss of the Damned», o realizador Juan Carlos Medina e o ator Tómas Lemarquis, do filme «Painless», e ainda Gonzalo López-Gallego, realizador de «Open Grave», que abriu o MOTELx, em estreia internacional.

O festival contou também com as presenças de António da Cunha Telles, produtor de «O Crime de Aldeia Velha» (1964), e de António de Macedo, realizador de «A Promessa» (1972), na secção Censurados, que evocou as peças de Bernardo Santareno, em que se baseiam os dois filmes, proibidas pela censura da ditadura do Estado Novo.