Kristine Rodas, viúva de Roger Rodas, que seguia com Paul Walker quando ambos morreram num acidente no final do ano passado, depois de embaterem num poste de eletricidade, abriu num tribunal superior de Los Angeles, nos Estados Unidos, um processo contra a Porsche de homicídio por negligência, a marca do veículo que Walker e Rodas conduziam.

A acusação reclama que o carro tinha um problema na suspensão que fez os dois amigos perderem o controlo da viatura. Para além disso, a viúva alega que o carro de alta velocidade não tinha uma caixa de segurança e que o depósito do combustível não era feito adequado de material próprio para corridas, cujo rebentamento serviu de ignição ao incêndio que se seguiu imediatamente após o choque com o poste de eletricidade, segundo o TMZ.

Tudo se passou muito depressa e os meios de socorro não conseguiram evitar a morte e a carbonização dos corpos.

A velocidade excessiva não é, no entanto, razão para o acidente, segundo a viúva, que argumenta que o carro ia a uma velocidade muito menor do que aquela que a investigação concluiu num relatório em março.

Paul Walker, ironicamente a estrela da saga de filmes «Velocidade Furiosa» e o amigo morreram durante uma ação de solidariedade.

De acordo com o site TMZ, o ator acabou por não resistir aos traumatismos e queimaduras provocadas pelo despiste.

Ao contrário de Paul Walker, o condutor, o piloto Roger Rodas, teve morte imediata depois do embate e já estaria sem vida quando o Porsche Carrera GT irrompeu em chamas.