Meryl Streep tem três Óscares, quase duas dezenas de nomeações e distinções que nunca mais acabam. Agora ganhou mais uma, o prémio Monte Cristo de carreira, atribuído pela companhia de teatro Eugene O¿Neill Theater Center. Foi uma espécie de regresso às origens para a atriz que nunca imaginou chegar tão longe, ela que ainda há pouco contou como achava que era «demasiado feia» para ser atriz.

«Estou feliz por ver amigos antigos e celebrar este magnífico teatro, uma casa para novas peças, novos autores, músicos, uma espécie rara de conservatório para novos talentos e ideias», disse Meryl Streep, que tinha na plateia velhos conhecidos, como Michael Douglas ou Catherine Zeta-Jones.

No final da semana passada Streep, de 64 anos, esteve na universidade de Indiana e revelou como não planeou o sucesso. «Entrava sempre em peças, mas achava que era uma ilusão ser atriz. Além disso, achava que era demasiado feia para ser atriz. Na altura não era moda usar óculos», brincou.

«Muitos dos meus amigos acordavam aos três anos e diziam «Tenho que ir para o palco». Eu nunca tive isso. Sempre fui omnívora, interessada em demasiadas coisas. Mas encontrei a única profissão que alimentava todos os meus interesses», contou.