[notícia atualizada às 18h32]

O departamento de medicina legal de Los Angeles revelou, esta quarta-feira, que a morte de Paul Walker resultou da combinação de queimaduras e lesões sofridas após o choque do carro em que viajava contra um poste de iluminação.

O resultado da autópsia ao corpo do condutor, o piloto Roger Rodas, determinou que este teve morte imediata depois do embate - ao contrário do ator, Rodas já estaria sem vida quando o Porsche Carrera GT irrompeu em chamas.

Os resultados toxicológicos, que revelarão se o condutor estava sob a influência de drogas ou álcool, só serão conhecidos num espaço de seis a oito semanas. As duas mortes foram, para já, consideradas como acidentais.

Os corpos de Walker e Rodas só puderam ser oficialmente identificados através do recurso aos registos dentários, uma vez que ficaram visualmente irreconhecíveis após o incêndio do carro.

À revista «People», um dos detetives que está a investigar o acidente admitiu que o Porsche estaria a circular a «pelo menos» 144 quilómetros por hora, o dobro da velocidade permitida no local.

«[O condutor] seguia a bem mais do que 72 quilómetros por hora - é seguro dizer que até pelo menos o dobro dessa velocidade», afirmou Jeff Maag à «People».

As famílias e amigos das duas vítimas, incluindo o ator Vin Diesel, estiveram no local do acidente, em Los Angeles, na noite de terça-feira, para uma pequena cerimónia privada de homenagem a Paul Walker e Roger Rodas.

A rodagem de «Fast & Furious 7», o novo filme da saga em que Walker era um dos protagonistas, foi suspensa «por tempo indeterminado», anunciaram os estúdios da Universal Pictures.