«Gambozinos», de João Nicolau, que recebeu em maio o prémio de Melhor Curta-Metragem na Quinzena dos Realizadores, em Cannes, estreia-se esta quinta-feira, em salas de cinema, em Lisboa, com outras três curtas-metragens portuguesas.

«Rei Inútil», de Telmo Churro, «Entrecampos», de João Rosas, e «Na Escola», de Jorge Cramez, são as outras três produções, com retratos de infância e adolescência, à semelhança de «Gambozinos».

Os quatro filmes chegam ao circuito de exibição comercial, com a estreia no Cinema City Alvalade.

«Gambozinos», de João Nicolau, centra-se num rapaz de dez anos numa colónia de férias. O filme é protagonizado por Tomás Franco, Paulo Duarte Ribeiro, Pedro Leitão, Isabel Portugal e Ana Sofia Ribeiro.

João Nicolau estreia «Gambozinos» depois do filme «O Dom das Lágrimas», encomenda de Guimarães - Capital Europeia da Cultura 2012, da premiada curta-metragem «Canção de Amor e Saúde», e da primeira longa-metragem, «A Espada e a Rosa».



Telmo Churro, que tem trabalhado como argumentista e montador desde 2000, estreia-se na realização com a curta-metragem «Rei Inútil», sobre Tiago, «um aluno repetente, finalista do ensino secundário», que vai novamente chumbar o ano. O filme foi premiado no Festival de Curtas de Vila do Conde, e exibido no Córtex, em Sintra.

«Entrecampos», de João Rosas, interpretado por Francisca Alarcão, Francisco Melo e João Simões, centra-se em Mariana, uma rapariga de 11 anos que se muda do Alentejo para o bairro lisboeta e que, um dia, se perde no caminho para casa.

João Rosas é autor dos filmes «My Wake» (2006), «Before the Film» (2006), «A Minha Mãe é Pianista» (2005) e «Filme Infantil» (2002).

Jorge Cramez, realizador que conta com uma dezena de obras, exibirá «Na Escola», sobre quatro miúdos que saem de uma sala de aula, sem ninguém dar por isso, enquanto uma professora escreve um poema de Camões num quadro. «Ninguém sabe correr como as crianças. Correm, correm sem parar», escreve a produtora na sinopse.

«Na Escola» foi exibido em festivais em Portugal, Holanda, Alemanha, Brasil, França, Croácia, Irlanda e Irão.

Esta é a segunda vez, este ano, que a produtora O Som e a Fúria coloca curtas-metragens portuguesas em exibição comercial, depois da estreia de «Sinais de Serenidade por Coisas Sem Sentido», de Sandro Aguilar, «As Ondas», de Miguel Fonseca, e «Solo», de Mariana Gaivão, em maio passado.