Chama-se Sahara International Film Festival, FiSahara como abreviatura, realiza-se no sudoeste da Argélia, perto da fronteira com o Sahara Ocidental e é conhecido por ser o único festival de cinema no mundo num campo de refugiados. O festival mais remoto do mundo, longe do «glamour» e das passadeiras vermelhas que vemos por estes dias, por exemplo, em Cannes.

O evento tem organização espanhola e tem contado ao longo dos anos com a presença de grandes nomes do cinema espanhol, como Pedro Almodovar, Penélope Cruz ou Javier Bardem.

Este ano, na sua décima primeira edição, contou com a presença de mais de 300 atores internacionais. FiSahara incluiu no seu programa mais de 30 filmes de todo o mundo, incluindo documentários, curtas-metragens e animações.

Um dos documentários que estreou, Raíces y Clamor, teve como propósito mostrar a vida de estudantes do Sahrawi que se deslocavam para Espanha em busca de educação.

Legna ganhou o primeiro prémio do FiSahara 2014, um camelo branco com um documentário sobre as tradições poéticas de Sahrawi. O segundo prémio foi atribuído a Clint Eastwood com Invictus e o terceiro prémio foi para o documentário Dirty Wars.

Além de filmes o festival ofereceu atividades culturais, atividades infantis e concertos à noite com a estrela da música mundial Mariem Hassan e músico Jonas Mosa Gwangwa que veio de África do Sul com a sua banda.