O 65.º Festival de Cinema de Berlim, sensível a questões políticas, coroou este sábado o cineasta iraniano dissidente Jafar Panahi, proibido de trabalhar no Irão e de viajar para o estrangeiro, atribuindo o Urso de Ouro ao seu filme «Táxi».

Na ausência do cineasta, o maior prémio da Berlinale foi recebido pela sua sobrinha, Hana Saeidi, atriz no filme. «Sou incapaz de dizer o que quer que seja. Estou demasiado comovida», disse a rapariga, de lágrimas nos olhos, brandindo o troféu.

O presidente do júri, o realizador norte-americano Darren Aronofsky, declarou, por sua vez, que «os constrangimentos obrigam muitas vezes os contadores de histórias a fazer as suas melhores obras, mas esses limites podem por vezes ser tão opressores que destroem um projeto ou afundam a alma do artista».