Em Hollywood, nem tudo o que luz é ouro. Para além do glamour, também há, como sempre houve, histórias de miséria mais ou menos desconhecidas que dizem muito sobre a meca do cinema.

O realizador Edgar Pêra fez uma pesquisa exaustiva sobre os bastidores dos filmes e as vidas das estrelas, e o resultado deu origem ao livro lançado na passada semana: «Hollywood - Estórias de Glamour e Miséria no Império do Cinema».

«[O livro] começou por ser um catálogo das minhas obsessões e de algumas histórias que já me interessavam. Mas, à medida que fui aprofundando, fui seguindo os caminhos que me sugeriam aquelas leituras. Sobretudo foi um trabalho de descoberta daquilo que, no fundo, faz de Hollywood algo de extremamente singular», contou Edgar Pêra em entrevista ao Cinebox.

Uma das histórias mais insólitas compilada pelo autor foi «a colaboração dos estúdios de Hollywood, que eram maioritariamente judeus, e Hitler» durante os anos 30. «Acabavam até por censurar a palavra "judeu" dos filmes. Portanto, há um lado "realpolitik", de pragmatismo, que também atingiu Hollywood», explicou.

Fã de Frank Sinatra, Edgar Pêra recorda, no entanto, que o cantor e ator norte-americano tinha «uma faceta violenta dentro de casa», e que existem «histórias das nódoas negras na Mia Farrow», relatos «de arrepiar».

As «aventuras» de assalariado de James Stewart, ator de vários filmes de Hitchcock, é outra das estórias deste «Hollywood - Estórias de Glamour e Miséria no Império do Cinema».